sábado, 5 de novembro de 2022

FIM DE ANO, QUASE FIM DO MUNDO

Há em mim um certo sentimento de finitude que reduz o fim do ano a um confronto com o passado.
Envelhecer é viver a morte dos outros, saber o tempo como uma coleção de perdas e mutações sem propósito.
Todo fim de ano o passado cresce em nós em direção ao silêncio.
Tudo que somos ou fomos está sempre desaparecendo.
Todo fim de ano é quase fim do mundo.

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