segunda-feira, 28 de novembro de 2022

O FUTURO DE NOSSAS INFÂNCIAS

A criança que fui
Não existe mais.
Pode-se dizer
Que está morta,
embora eu seja
o que dela ficou
Ainda no mundo.
Sem mãe,
Sem pai,
Sem esperança.

Em segredo,
entretanto,
frequento, ainda,
algumas infâncias.
Sei imaginações contra o mundo
Tão poderosas quanto qualquer metafísica.

A criança que fui está morta.
Nada mais me importa
além do luto 
que agora define 
o futuro das minhas infâncias.



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