Lamento não ter preservado alguns objetos que tão profundamente definiram meu cotidiano ao sabor do passar dos anos. Falo de alguns brinquedos, HQs, roupas, desenhos, álbuns de figurinhas e outras coisas que me fogem agora.
A memória materializada em peças de vida é quase um pedaço de tempo a ser tocado, sentido e revivida. Hoje sei o quanto nossas posses mais corriqueiras não são descartáveis. Os usos não as esgotam.
Infelizmente, os objetos desapareceram, assim como muitas pessoas que agora visito em fotografias.Nem mesmo a casa na qual cresci é a mesma. É como se o tempo fosse algo físico e concreto e não uma invenção da memória e da consciência.

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