Não sei
quantos de mim existem espalhados pelo tempo da minha pequena vida. Mas sei que
são muitos. Alguns mal lembro que fui um dia, embora sejam variações de um mesmo rosto.
Admito que
as variantes que definem qualquer pessoa ao longo de uma existência,
todas as descontinuidades e impasses que dão substância a experiência
biográfica, me provoca vertigem.
O meu ser
de hoje é, dentre todas até agora, a versão mais desvalida de todas as que até
então foram possíveis. Trata-se justamente daquela que se avizinha da velhice,
que a toma como problema.
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