quinta-feira, 5 de novembro de 2020

AOS 49 ANOS

Aos quase cinquenta anos não Tenho o corpo que queria, não  vivo a vida que acho que merecia. Muito menos me levo a sério ou me orgulho da minha biografia.
Mas tudo é  exatamente como poderia ser dentro das limitadas configurações da minha precária consciência de mundo.
Já estou velho demais para sonhar futuros, todas as possibilidades de alcançar um outro de mim no desenrolar da vida, degradou-se com meu passado, com a decadência da potência da minha juventude.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A MEMÓRIA DOS MEUS PAIS

Meus pais agora são  memória,  um acontecimento sempre inacabado na consciência,  um ponto outro e ausente de mim mesmo que me revela o assombro da finitude como um destino e propósito.

Parte de mim é feito da vida que eu soube através deles no avesso do eu.
Agora ausentes, eles me ensinam um canto de cemitério como o destino comum que nos une na experiência do ser e do não  ser da finitude.