Sempre foi a aconchegante casa antiga,
De muro baixo e varanda,
Quintal, jardim e esperança.
Meu lugar de vida
Agora mora na memória
E eu vivo perdido,
Como uma criança semi morta,
Num desabrigo de ermo e mundo.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.