Meu primeiro infarto me ensinou a viver sem amanhã e indiferente ao hoje, certo de que qualquer existência é como fogos de artifício em um céu duvidoso de qualquer lugar que não existe.
A vida não passa de literatura mal feita.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.