Minha memória é pura geografia,
corpo e superfície.
O tempo para mim
quase não existe
além da experiência
da fotografia.
O tempo não é lugar,
Não é coisa.
Mas um modo de sonhar.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.