sexta-feira, 7 de abril de 2023

ENGAJAMENTO JUVENIL

Não sei dizer como comecei a me interessar por política no sentido de um ativismo de esquerda. Fui adolescente durante o processo de redemocratização do país. Minha identidade com o rock e, mais especificamente com o heavy metal, alimentava em mim certa rebeldia ou inadequação que se traduzia em uma vontade ingênua de mudar o mundo. Inicialmente, comecei a me interessar pelo Anarquismo. Tinha menos de 15 anos na época. Mas acabei aderindo ao comunismo. Naquele momento a URSS ainda existia e vivia a Perestroika. Havia uma espectativa de reinvenção do chamado socialismo real. Tal ideia me atraía. Acabei militando em um partido comunista por um pouco mais de dez anos.  Apoiei sua refundação e vivi intensamente os debates internos sobre a crise do movimento comunista internacional. Neste período também me engajei no movimento estudantil e decidi estudar história, apesar do meu fascínio pela filosofia.
Vivi radicalmente o idealismo voluntarista que , no meu entender, define a juventude.
Apesar da brutalidade da história política do século XX, suas últimas décadas possibilitaram algum otimismo em relação ao futuro.