domingo, 14 de maio de 2023

O SEM RUMO DA NOSTALGIA DA INFÂNCIA

Tudo que eu queria
era poder estar agora
abandonado a sombra
da copa da velha mangueira 
perdida no quintal da infância.

Queria não fazer, pensar
ou querer qualquer coisa
no labirinto de antigas memórias
onde aprendi a ser contra o tempo.

Qualquer ideal de felicidade
que me ocorre
é um modo de me imaginar morto,
alheio ao mundo
e ao momento de agora,
desfeito em minha mais íntima  versão do passado.

Ser livre é reinventar o outro do meu ser criança.