era poder estar agora
abandonado a sombra
da copa da velha mangueira
perdida no quintal da infância.
Queria não fazer, pensar
ou querer qualquer coisa
no labirinto de antigas memórias
onde aprendi a ser contra o tempo.
Qualquer ideal de felicidade
que me ocorre
é um modo de me imaginar morto,
alheio ao mundo
e ao momento de agora,
desfeito em minha mais íntima versão do passado.
Ser livre é reinventar o outro do meu ser criança.