segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

SOBRE DESIGUALDADE E DESTINO

Minhas limitações financeiras me tornaram sensível a desfuncionalidade e brutalidade estrutural da sociedade em que vivemos. Bem sei o quanto entre nós a desigualdade é a mais sensivel expressão de nossa coletiva barbarie política, econômica e social. Ao mesmo tempo, não nego que nunca quis jogar o jogo pragmático do sucesso. Nunca esperei ser bem sucedido em nada e, também, nunca quis vencer na vida. Nunca quiz me tornar um "incluído" em um sistema de merda que faz do fracasso um dado estrutural e necessário a sobrevivência de seu ideal de "sucesso" ou, simplesmente, sujeição.