Quando mais
jovem eu era voluntarioso, como é próprio da idade. Tinha muitas vontades,
idealismos e otimismos em relação ao meu futuro. Tudo parecia fácil. Como se eu
fosse predestinado a realizar tudo aquilo que acreditava.
Tamanha autoconfiança
me fez pouco adaptável a chamada maturidade e a uma boa adequação as obrigações
e pragmatismos da vida adulta. Sempre estive mais preocupado em me afirmar
contra o mundo do que ser parte de seus lugares comuns.
Não me
arrependo de nada. Mas reconheço que decantei do desafio de uma vida estável e
confortável. Preferi a eterna jovialidade do espirito critico e indomável. Viver
é um jogo que quis jogar de acordo com minhas próprias regras. O resultado disso não podia ser outro: o
amargor de um certo sentimento de fracasso pessoal.
Não vivo como
queria e muito menos como preciso. Entre eu e o mundo há o abismo de um
saudável desajuste. Mas quem disse que existem vidas perfeitas e plena
realização pessoal? Cada um vive como
lhe foi possível ao final de tortuoso percurso
existencial. Ou nos adaptamos ao mundo ou o mundo nos pesa nas costas
como uma desagradável obrigação diária. Entre perdas e ganhos, o mais
importante é manter-se fiel a si mesmo.
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