A memória possui seus
esconderijos e se alimenta da repetição abstrata de tudo aquilo que deixou de ser, mas ainda nos assombra como
lembrança. O apego ao passado nos domina na medida em que envelhecemos.
Passamos a nos preocupar com nossa trajetória pessoal e perdemos o interesse para o tempo do mundo
e da vida social.
Mas o passado tem suas áreas sombrias que
colorem as lembranças ao sabor das precariedades do agora. Nossas
representações do ontem guardam o sentimento daquilo que nos falta agora. É difícil
separar o passado do presente. O primeiro é sempre dito pelo segundo e assim,
em considerável medida, perde-se no que
permanece impreciso ou esquecido apresentando-se como uma pálida imagem de si
mesmo.
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