quarta-feira, 7 de junho de 2017

OS LABIRINTOS DA LEMBRANÇA

A memória possui seus esconderijos e se alimenta da repetição abstrata de tudo aquilo que  deixou de ser, mas ainda nos assombra como lembrança. O apego ao passado nos domina na medida em que envelhecemos. Passamos a nos preocupar com nossa trajetória pessoal  e perdemos o interesse para o tempo do mundo e da vida social.


 Mas o passado tem suas áreas sombrias que colorem as lembranças ao sabor das precariedades do agora. Nossas representações do ontem guardam o sentimento daquilo que nos falta agora. É difícil separar o passado do presente. O primeiro é sempre dito pelo segundo e assim, em considerável medida,  perde-se no que permanece impreciso ou esquecido apresentando-se como uma pálida imagem de si mesmo. 

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