terça-feira, 5 de setembro de 2017

O FLUIR DAS SENSIBILIDADES

O modo como sentimos e sabemos o mundo, muda como nosso cotidiano. Assim se definem as épocas de uma vida. Mas os critérios para sua definição é puramente subjetivo, salvo pelas especificidades definidas por cada uma de nossas idades biológicas. O que sei é que já não sinto ou tenho as mesmas prioridades e sensibilidades  que me definiam, pelo menos, a pouco mais de dois anos. Por outro lado, percebo reminiscências de outras fases e épocas em minha atual subjetividade. Isso significa que não se trata de um processo inequivocadamente  linear. Também depende do quanto apreendemos das experiências que nos configuram o cotidiano. Não é raro termos uma leitura bastante limitada de nossos próprios dias vividos e suas atualizações constantes. Mudamos o tempo todo, mas vivemos como se fossemos constantemente os mesmos. Mas a identidade pessoal é demasiadamente fluida e incerta. Quanto mais envelheço mais me percebo amargamente consciente disto.



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