No fundo considero o provisório devir da vida de um indivíduo um encadeamento inútil de vivências destinado ao esquecimento e ao nada. Não importam as realizações e os atos de uma vida inteira. Tudo desaparece depois que morremos. Nossas pegadas se apagam na areia do tempo.
Somos descartáveis enquanto singularidades. Mas é justamente por isso que me abrigo em cada palavra inventando estratégias de esquecimento, rotas de evasão contra o mero passar do tempo.