Não há tema mas vulgar do que o envolvimento afetivo e nostálgico com a infância. Afinal, de modo geral, é um momento em que o mundo tem pouca realidade e vivemos abrigados no seio da vida privada, protegidos por nossas figuras parentais.
Passamos a maior parte do tempo desempenhando atividades lúdicas e o vigor físico e a ingenuidade intelectual garantem, por aí só, nossa satisfação pessoal. Evidentemente, a criança que fui um dia, teria uma opinião diferente sobre isso. Mas, infelizmente, ela não existe mais e não pode ser consultada sobre o assunto.
O fato é que eu me sentia mais vivo em minhas primeiras idades. Aquele encantamento da vida é algo que definitivamente se perdeu para mim na medida que fui envelhecendo. Não me tornei um adulto convencional porque nunca superei o luto da perda da inocência.
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