Não me lembro até qual idade cultivei uma
espécie de deslumbramento pelo céu. Talvez até os dez anos, arriscando um
palpite muito arbitrário. O fato é que perdia sempre algum tempo pela manhã, no
final da tarde, e , principalmente a noite, contemplando o firmamento. A lua e
as estrelas me fascinavam. Mas era um pouco antes do crepúsculo que as nuvens
pareciam contar histórias. Adivinhava em suas formas desenhos de rostos,
animais e paisagens grandiosas. Era como se o céu contasse uma história sempre melancólica
antes do anoitecer.
Eu me sentia terrivelmente pequeno diante
do céu.

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