segunda-feira, 1 de abril de 2019

O CÉU E MINHAS IMAGINAÇÕES



Não me lembro até qual idade cultivei uma espécie de deslumbramento pelo céu. Talvez até os dez anos, arriscando um palpite muito arbitrário. O fato é que perdia sempre algum tempo pela manhã, no final da tarde, e , principalmente a noite, contemplando o firmamento. A lua e as estrelas me fascinavam. Mas era um pouco antes do crepúsculo que as nuvens pareciam contar histórias. Adivinhava em suas formas desenhos de rostos, animais e paisagens grandiosas. Era como se o céu contasse uma história sempre melancólica antes do anoitecer.

Eu me sentia terrivelmente pequeno diante do céu.  

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