Meus
arquivos de livros, músicas e filmes, são uma extensão da minha consciência de
mundo. Neles identifico minha subjetividade, a marca da existência coletiva,
dos outros, na imanente experiência de
ser eu. Mas, afinal, o que ignifica ser eu?
Sou
multiplicidades, indeterminação e incerteza na paisagem da realidade vivida. Um
acumulo de memorias que condicionam sensibilidades e comportamentos. É na
espacialidade do tempo como devir que me configuro como multidão. Não vejo a possibilidade de descrição biográfica
da minha existência, pois sou apenas um fragmento epocal, uma miragem no
acontecimento humano sobre a face da terra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário