sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A POSSIBILIDADE INCERTA DE SER EU


Meus arquivos de livros, músicas e filmes, são uma extensão da minha consciência de mundo. Neles identifico minha subjetividade, a marca da existência coletiva, dos outros,  na imanente experiência de ser eu. Mas, afinal, o que ignifica ser eu?

Sou multiplicidades, indeterminação e incerteza na paisagem da realidade vivida. Um acumulo de memorias que condicionam sensibilidades e comportamentos. É na espacialidade do tempo como devir que me configuro como multidão.  Não vejo a possibilidade de descrição biográfica da minha existência, pois sou apenas um fragmento epocal, uma miragem no acontecimento humano sobre a face da terra.


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