Nos anos 80 e 90 do século XX nossa cultura tornou-se midiática de uma forma que não era antes.
Nossa memória e sensibilidade coletiva passou, desde então, a ostentar certa impessoalidade.
Quando me lembro destas duas décadas onde fui jovem e plenamente existente, surpreendo-me diante de um acervo de imagens de TV, quadrinhos e músicas.
Quase não há espaço para vivências pessoais ou intimistas que não sejam contaminadas pela experiencia midiática ou por modismos comportamentais de massa.