Meu universo afetivo sempre foi restrito. Reduzido ao núcleo elementar familiar, de acordo com o contexto vivencial que definia meus dias, sempre fui íntimo de dois ou três amigos. Sempre tive vocação para solidão e tive uma vida social restrita. Não acho isso ruim. Julgo mesmo necessário. É preciso ocupar-se demasiadamente de si mesmo para compreender os outros e como eles nos frequentam.
Não vivi grandes amores, pois descobri muito cedo a importância de cultivar a mim mesmo e fazer disso um ato amoroso. Sempre idealizei um certo distanciamento das pessoas, do mundo e suas urgências. Isso me impôs um déficit afetivo, um ceticismo diante da possibilidade de qualquer relacionamento profundo.
Não acho que nada disso me faça narcisista ou egoísta.
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