Só tive convívio social através da escola. Mas nunca fui capaz de construir grandes amizades, mesmo sendo sociável. Vivia pulando de uma paixão platônica a outra. Além disso. minha mãe não me deixava brincar na rua com outras crianças, o que me fez tomar a solidão como um modo de ser.
Acabei me tornando um adolescente ainda mais solitário e romântico pouco adaptado a realidade. Por fim, me tornei um adulto de vidarelativamente isolada e perdido no mundo. Alguém incapaz de adaptar-se ao teatro da existência comum e suas tantas contradições.
Chego aos cinquenta anos reconhecendo na solidão um modo de ser. Não mais como um fardo, mas como uma necessidade.
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