O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
sexta-feira, 30 de julho de 2021
LIVROS
quarta-feira, 28 de julho de 2021
INFÂNCIA E MITOLOGIA
terça-feira, 27 de julho de 2021
MEDO DE ESCURO
A VIDA CONSUMADA ANTES DO FIM
Causa um profundo espanto que tudo aquilo que me definiu o cotidiano e a existência durante tantos anos, seja sob a forma de pessoas e lugares, tenha desaparecido repentinamente nas brumas do esquecimento e da ausência de uma hora pra outra.
Definitivamente, nada agora é realmente importante e sobrevivo ao meu passado como uma sucata inútil esperando encontrar minha própria ausência como colapso físico e orgânico da minha nula existência.
Meu tempo presente é sobreviver a quem fui entre os outros sem qualquer expectativa de por vir.
sábado, 24 de julho de 2021
VIDA E MORTE
quarta-feira, 14 de julho de 2021
A CASA ANTIGA
quarta-feira, 7 de julho de 2021
ENVELHECIMENTO E PRECARIEDADE
LEMBRANÇA E VIDA
No álbum de fotografias
dos anos dourados da família,
a vida figura plena,
intensa e infinita.
Hoje, entretanto, quase todos estão mortos.
Sou eu um dos poucos sobreviventes
de um passado comum perdido
que ainda hoje nos define o possível da vida.
No triste silêncio do álbum de fotografias
Dói a vazia memória de dias seguintes
que foram arrancados do nosso futuro
que jamais se fez presente.