Mais do que um desencantamento do mundo, o que tal experiência proporciona, é uma morte de si, uma perda de alma.
Não me lembro quando ou como aconteceu comigo.... Talvez, tenha sido por volta dos 16 anos.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.