Sujo, mal iluminado...
Era de fato um lugar bagunçado e meio insalubre como todo autêntico sebo deveria ser. Seu dono, um homem magro, pequeno e sem instrução, praticamente adivinhava sem muito critério o preço de suas mercadorias. O valor correspondia muitas vezes mais a aparência do cliente do que o eventual valor do livro negociado.
Não se conseguia muita coisa interessante naquele lugar. Alguns clássicos da literatura universal, alguma publicação acadêmica meio defasada e uma ou outra surpresa garimpando bem.
Mas eu não podia reclamar quanto a parte das HQs, naquele tempo, ainda reduzidas aos formatinhos ou famigerados gibis.
Tinha, nos termos usados pelo vendedor, o status de "freguês bom". As vezes levava até alguma coisa fiado, pois tinha crédito no estabelecimento pelos anos de fidelidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário