Hoje, perdido de quem já fui, não me reconheço em quem me tornei por simples inércia, comodismo e estupido instinto de sobrevivência. Terminarei os meus dias em um íntimo exílio existencial onde diante de tudo e de todos me definirei como um estrangeiro ou um refugiado de qualquer tempo ou mundo perdido.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
quinta-feira, 10 de agosto de 2023
EXISTÊNCIA NÔMADE
Todas as pessoas que sabiam quem eu era , hoje estão mortas, assim como o mundo onde cresci desapareceu sem alarde. Dele não há mais vestígios, apenas vagas e abstratas lembranças que quase não fazem sentido.
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