Hoje, perdido de quem já fui, não me reconheço em quem me tornei por simples inércia, comodismo e estupido instinto de sobrevivência. Terminarei os meus dias em um íntimo exílio existencial onde diante de tudo e de todos me definirei como um estrangeiro ou um refugiado de qualquer tempo ou mundo perdido.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário