quinta-feira, 28 de agosto de 2025

DESENHAR NA TERRA

Uma das minhas mais antigas e solitárias brincadeiras de criança era desenhar histórias na terra Com um graveto qualquer. 
Desenhava um quadro, apagava e fazia o seguinte. Pacientemente construi, assim, uma narrativa que ganhava vida e se perdia quase ao mesmo tempo.
Assim eu começava a inventar um mundo dentro de mim, na contramão da realidade.

CONSCIÊNCIA, MEMÓRIA E NOSTALGIA

O passado não é apenas feito de pessoas, lugares e experiências perdidas.  
 Memória não  é só lembrança.Mas, essencialmente, consciência e, como tal, continuidade, presença.
A memória é o que nos define como viventes, como singularidades.
A memória é uma coisa viva que nos define no mundo. 
Cada um de nós é um efêmero e circunstâncial arranjo de memórias que personificam um modo próprio de fabular, de saber o mundo.
Parte considerável do meu dia consiste em me perder em lembranças, saudades e nostalgias....
Nada nos é mais angustiante do que a transitoriedade de todas as coisas.


sábado, 16 de agosto de 2025

INFÂNCIA E FANTASIA

Para meu eu  criança brincar personificava o sentido da vida, pois era uma atividade que entrelaçava a imaginação e a realidade, encantando pessoas e mundos.
O mundo adulto era, então, um mistério encantado na incerta fronteira entre o pensar e o sonhar 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CADERNO DE VERSOS

Um naco de papel sujo de tinta.
Assim eu definia meu antigo
caderno de versos
hoje para sempre perdido e esquecido.

Talvez, tenha sido oportuno
seu extravio.
Pois eram versos sem brilho,
um futil exercício de inquietude
feitos por um eu que já não existe,
que não os reivindica para triste memória.

Jaz para sempre perdido
meu antigo caderno de versos,
permanecerá apagada 
sua irrelevante história.