Desenhava um quadro, apagava e fazia o seguinte. Pacientemente construi, assim, uma narrativa que ganhava vida e se perdia quase ao mesmo tempo.
Assim eu começava a inventar um mundo dentro de mim, na contramão da realidade.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.