quinta-feira, 14 de agosto de 2025

CADERNO DE VERSOS

Um naco de papel sujo de tinta.
Assim eu definia meu antigo
caderno de versos
hoje para sempre perdido e esquecido.

Talvez, tenha sido oportuno
seu extravio.
Pois eram versos sem brilho,
um futil exercício de inquietude
feitos por um eu que já não existe,
que não os reivindica para triste memória.

Jaz para sempre perdido
meu antigo caderno de versos,
permanecerá apagada 
sua irrelevante história.

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