a ferir a folha em branco com sua revolta
expressando seu profundo descontentamento
com a família, o mundo e a escola.
Um dia fui o garoto que aprendeu a dizer não dando voz a sua imaginação na solidão de um quarto simples de periferia.
Sou, ainda hoje, aquele garoto sem futuro
que cresceu e destilou sua revolta,
que aprendeu a escrever versos satânicos
contra tudo que é divino, belo, moral e supostamente maravilhoso.
Sou o garoto que fez um pacto com demônios e superou a falácia da subserviência a autoridade e submissão da consciencia a falácia do bem e do mal.