domingo, 3 de dezembro de 2017

SOBRE O EU QUE ME INVENTA

O eu é mais uma forma de habitar o passado do que um artificio da consciência. A memoria estabelece as coordenadas da existência. Ela diz quem nós somos através do modo como lembrarmos. 

O agora é apenas um detalhe de quem somos na contramão do tempo. Não consigo encontrar um ponto fixo onde minha existência caiba neste eu que me organiza como uma coletânea sempre atualizada de pequenas lembranças.

Tudo que sei é que não sou exatamente este eu constante articulado pela memória.

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