Quando eu era mais jovem conseguia manter uma relação mais intensa com a existência e todas as coisas que definiam meu cotidiano. Também era mais determinado e cheio de certezas e vontades. Ostentava uma postura ativa e passional em relação a tudo.
Hoje, ao contrário, tudo me desperta certo ceticismo e sou mais prudente no trato das minhas vontades. Não ostento a mesma vitalidade. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas entre os tantos ciclos e descontinuidade que definem uma trajetória biográfica, a maturidade e a prudência não são uma escolha, mas uma imposição do peso da idade.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
MATURIDADE
segunda-feira, 2 de abril de 2018
A VIDA E A MISÉRIA DO PENSAMENTO
Quando eu era criança, havia apenas o sentir e o fazer. Não havia o pensar. Eis o segredo da felicidade e da capacidade de brincar. Perder esta capacidade me parece algo desastroso. Embora faça parte de nossas convenções culturais. Tornar-se adulto é ser escravo de opiniões e pensamentos. Razão pela qual considero a infância à fase mais elevada e acabada da vida. Crescer é um modo de degeneração....
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