quinta-feira, 19 de abril de 2018

MATURIDADE

Quando eu era mais jovem conseguia manter uma relação mais intensa com a existência e todas as coisas que definiam meu cotidiano. Também era mais determinado e cheio de certezas e vontades. Ostentava uma postura ativa e passional em relação  a tudo.
Hoje, ao contrário, tudo me desperta certo ceticismo e sou mais prudente no trato das minhas vontades. Não ostento a mesma vitalidade. Não sei se isso é bom ou ruim. Mas entre os tantos ciclos e descontinuidade  que definem uma  trajetória biográfica, a maturidade e a prudência não são uma escolha, mas uma imposição  do peso da idade.

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