Quando eu era criança, havia apenas o sentir e o fazer. Não havia o pensar. Eis o segredo da felicidade e da capacidade de brincar. Perder esta capacidade me parece algo desastroso. Embora faça parte de nossas convenções culturais. Tornar-se adulto é ser escravo de opiniões e pensamentos. Razão pela qual considero a infância à fase mais elevada e acabada da vida. Crescer é um modo de degeneração....
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
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