Não sei dizer em qual momento exato da vida deixei de ser jovem. Não sei mesmo se quer se isso aconteceu. Juventude e velhice são mais papéis sociais do que propriamente um marco físico e temporal que nos diz o corpo. Psicológica e fisicamente temos todas as idades do pensamento e pouco importa o peso dos anos.
Mas não sou mais jovem ou meu comportamento, prioridades e afetos não são mais os mesmos de vinte anos atrás. É certo que a vida mudou mais do que eu. Mesmo assim, socialmente não sou mais jovem. Não sou visto pelos outros com os mesmos olhos.
Difícil saber exatamente quando fui requalificada socialmente.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
sábado, 10 de novembro de 2018
SOBRE NÃO SER MAIS JOVEM
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário