domingo, 27 de setembro de 2020

SOBRE A MISÉRIA DA VIDA ADULTA

Quando eu era criança,  tudo que mais queria era crescer, ter um emprego, sair da casa dos meus pais e ganhar o mundo, ser dono do meu próprio destino e imune a qualquer tutela. 
Agora, tudo que mais queria era voltar a ser criança,  ter meus pais vivos de novo, e estar protegido, na casa antiga, de todos os absurdos e horrores da vida adulta.
Depois que a gente cresce, a vida perde o encanto, o sentido, e  nossa idealização  da liberdade se volta contra tudo aquilo que nos tornamos. Até  a opressão da escola e seus saberes chatos  provoca nostalgias diante da rotina de assalariado. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário