De fato, ela ocupava o centro de meus enraizamentos na realidade e no tempo, me proporcionava uma ambiência e identidade com o mundo. Agora que a perdi, nada é mais como antes. Há um traço amargo de morte em tudo que sinto e que faço. Algo que transcende o luto e se afirmar como sensibilidade. A vida para mim se tornou um deserto. Não me sinto mais vivo, mas não estou morto. Sou apenas um órfão perdido, enterrado no continuar dos dias, sem vontade alguma de seguir em frente.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
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