Afinal, a existência não tem sentido e se faz através de diversas descontinuidades. Não me reconheço no meu próprio passado, pois o eu de antes era um outro cuja consciência me escapa.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
DESCONTINUIDADE BIOGRÁFICA
Não pretender uma narrativa biográfica é querer ir além da prisão do eu perene e narcisista da modernidade. É desconstruir a Persona que busca impor uma orientação teleologia a matéria biográfica, torna-la linear na organização de uma artificial memória das coisas e de si mesmo.
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