Sempre acessamos e experimentamos o passado a partir dos desafios do momento de agora, das expectativas que temos em relação ao futuro ou a falta dele.
Memória é consciência e, como tal, pressupõe ação, movimento. O passado não é uma coleção de registros de nossa experiência biográfica, mas expressão de nossos valores e sentimento de mundo sempre em mutação. Aquilo de que me lembro e o modo como lembro define minha subjetividade, diz o mundo que particularmente habito, meu espaço vital e seus tempos íntimos em constante movimento e transformação. O passado não é conservador.
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