O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
domingo, 5 de setembro de 2021
O SUPERMEN DE JOHN BYRNE II
o Superman de John Byrne, propunha uma reinvenção da personagem após a Crise nas Infinitas Terras e a reorganização do universo DC dela decorrente. Foi, definitivamente, uma das melhores fases do superman nos quadrinhos. Através dela, ele definitivamente afirmou-se de vez como imagem por excelência do arquetipico do herói solar semi divino. Mas é justamente sua humanidade, seu ideal ético que o torna singular no traço marcante de Byrne. Os anos 80 não teriam sido os mesmos para mim e muitos outros adolescentes da época sem essa redescoberta do herói. Ele representava, antes de tudo, uma esperança no mundo, uma generosidade, que aqueles anos, marcados pelo fim da guerra fria e do fantasma de uma terceira guerra mundial, encarnavam de um modo ingenuamente otimista. Byrne soube modernizar o último filho de Krypton, torna-lo contemporâneo, mantendo a aura mágica da era dourada dos quadrinhos que o engrandecia como ideal moral.
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