quando meu corpo
habitava a infância.
Naqueles dias, em que tudo parecia possível,
a vida tinha a vitalidade da eternidade
e eu plenamente existia como demiurgo
entre todas as coisas vivas e inanimadas
que definiam a humanidade.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.