Não quero pensar
no meu passado como algo que me pertence. Ele é o que me escapa, o que não
compreendo.
Todas as
descontinuidades, perdas, transformações, que me conduziram a esse instante de aqui
e agora são para mim quase ilegíveis.
As vezes penso
que não sou uma única pessoa. Cada momento fez de mim uma variação de mim mesmo. O passado é o presente de vários
outros ecoando no imediato do meu agora.
Quem eu sou? No
fundo não sei. Talvez eu não seja. Existir é mais do que ser.
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