Só vivi relacionamentos amorosos por volta dos trinta anos. Mesmo assim foram poucos. Cabem nos dedos.
Quando jovem fui uma vítima do amor romântico. Consequentemente não tinha qualquer tino para construção de um relacionamento real.
Na adolescência era fascinado pelo mito de Orfeu e pela poesia. Não tenho o mínimo orgulho da ingenuidade que me movia nos anos de juventude. Muito pelo contrário. Eu lidava mal com a solidão e por isso amarguei certa atrofia emocional por idealizar demais o prazer de uma companhia íntima.
Definitivamente fui um adolescente ridículo.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
SOBRE RELACIONAMENTOS
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