Depois de quase cinco décadas de existência, ainda sou incapaz de dizer o que foi ou o que é minha vida. Tudo que me acontece está condenado ao esquecimento. Nada do que me parece importante é para sempre.
A morte é a principal invenção dos meus dias. E o que é a morte, além da expressão de singularidade, da fatalidade imposta pelo lugar comum da biologia?
De fato, não há nada de importante que eu possa dizer sobre minha perecível existência que não seja o eco da fábula da humanidade.
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