Não me percebo como o sujeito de uma narrativa bibliográfica,
como o titular de uma história de vida inserida em um
determinado e impessoal processo coletivo de invenção da vida
coletiva.
Não me sinto parte do acontecer de qualquer coletividade,
cidade/Estado e, muito menos, de uma configuração egoica ou
singularidade de consciência formatada por qualquer território
existencial. Percebo-me, ao contrário, como um desconjuntado
campo de fluidas e descontínuas experiências existenciais
destinadas a insignificância de seu auto e aleatório
acontecimento.
Em meu visceral niilismo, nada significam as meta narrativas
sobre a ficção de Humanidade, o desenvolvimento das
civilizações, os valores e teleologias ontológicas atualmente
vigentes.
Minha finitude, o vazio do nada e depois da minha existência, me
faz encarar com uma indiferença egoista e irracional qualquer
questão ou envolvimento com o desenvolvimento do gênero
humano. Viver não passa para mim de um exercício
absolutamente sem sentido.
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