segunda-feira, 19 de outubro de 2020

NIILISMO E AUTO ALIENAÇÃO

 

Não me percebo como o sujeito de uma narrativa bibliográfica,

 como o titular de uma história de vida inserida em um

 determinado e impessoal processo coletivo de invenção da vida 

coletiva.

Não me sinto parte do acontecer de qualquer coletividade, 

cidade/Estado e, muito menos, de uma configuração egoica ou

 singularidade de consciência formatada por qualquer território 

existencial. Percebo-me, ao contrário, como um desconjuntado

 campo de fluidas e descontínuas experiências existenciais

 destinadas a insignificância de seu auto e aleatório

 acontecimento.

Em meu visceral niilismo, nada significam as meta narrativas

 sobre a ficção de Humanidade, o desenvolvimento das

 civilizações, os valores e teleologias ontológicas atualmente

 vigentes.

Minha finitude, o vazio do nada e depois da minha existência, me

 faz encarar com uma indiferença egoista e irracional qualquer

 questão ou envolvimento com o desenvolvimento do gênero

 humano. Viver não passa para mim de um exercício

 absolutamente sem sentido.

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