quarta-feira, 30 de março de 2022

JUVENTUDE E NEO PAGANISMO

Por volta dos meus trinta anos, quando eu lia Jung e deitava cartas de tarô, a vida me parecia mais misteriosa, menos óbvia. Tudo era mais intenso. Toda experiência tinha um gosto de sonho. Eu escutava música quase o tempo todo. A música era meu modo de perceber o tempo. Percebia o gênio de cada lugar. O mundo era para mim algo vivo em suas multiplas manifestações.  Pode-se dizer que minha percepção da realidade era radicalmente definida por uma espécie de neo paganismo, por uma intuição  magica de natureza.

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