Mas a época em que nasci, em sua ausência, me parece mais real do que o tempo de agora que me impõe a ditadura da sua presença.
Depois se certa idade, pertenço mais ao passado do que ao futuro, sou mais memória do que vida. O mundo em que nasci é o único que realmente existe dentro de mim.
Sou nativo das últimas décadas do triste século XX cujos ecos ainda nos assombram. Persisto nas sombra do mundo pequeno e doméstico de quem já fui na vida, quase como uma memória onírica consagrada ao fantastico e ao maravilhoso do ontem como memória e delírio vivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário