sábado, 3 de junho de 2023

MEMORIALISMO ONTOLÓGICO

Não há dia que eu não seja assombrado pela memória dos meus mortos, dos meus melhores dias, antecipando, assim, minha própria ausência do mundo, minha  morte. Surpreendo-me como passiva testemunha da impotência de minha duvidosa e provisória existência.
Sei a mim mesmo como lugar de memórias e saudades, de reconhecimento e celebração dos outros, perdendo meu próprio rosto na impessoalidade da existência comum e dispersa em uma dada época e lugar.

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