quinta-feira, 23 de novembro de 2017

SOBRE O CAPITÃO AMÉRICA

O Capitão América, juntamente com o Homem Aranha, passou a ter uma revista própria no Brasil em 1979, através da Editora Abril. Era o início de uma época de ouro para os amantes de HQs.

O que me encantava no Capitão América era o fato de ser um velho soldado da segunda guerra, arrancado de seu tempo ( todos que havia conhecido estavam mortos) e tentando ser um herói no seu futuro, que era nosso presente. Era um personagem, portanto, essencialmente trágico e paradoxal.

Me surpreendia o fato de seu escudo indestrutível servir tanto para a defesa quanto para o ataque, comportando-se, sabe-se lá de que forma,  como um bumerangue. 


O fato é que um super herói, para mim, precisava ter algo de triste. E não há nada mais triste do que um herói que perdeu seu próprio mundo. A mesma ideia é personificada, de forma mais poética, pelo surfista prateado.

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