Nunca quis ser alguém na vida. Confundir-me com uma persona, construir identidade através de uma função social, em nenhum momento me pareceu uma forma de realização pessoal. Sempre me senti abaixo de todas as expectativas familiares. Desde muito cedo me dei conta que era um tipo incomum de fracasso exemplar e que nada mudaria isso.
Saber a vida a partir de minhas expectativas mais aberrantes e egoístas, ser inadequado e não adaptado, foi meu maior desafio em um mundo onde somos desafiados à eficiência e a distinção social.
Minha maior ocupação foi apenas a de me sentir bem, o que me fez um preguiçoso, alguém que não serve para um mundo de empreendedores existenciais.
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