Creio que fugi a
todos os roteiros previsíveis da vida adulta e me acomodei em um provisório arranjo
de sobrevivência. O grande problema é que ele se tornou permanente e passou a definir
todo o resto da minha vida.
Aprendi a viver
acampado em meu precário apartamento alugado. Consigo sobreviver de uma remuneração
pífia e da falta de perspectiva profissional.
Tive o mérito de não fazer família, de não ter filhos ou buscar prestígio.
Do meu próprio jeito
me considero até agora um sobrevivente dadas as insalubres rotinas existenciais
que me configuram os atos e a sensibilidade.
A memória do
abrigo da casa dos meus pais, da adolescência perdida, é o maior contraponto a
minha contemporaneidade.
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