quarta-feira, 31 de outubro de 2018

TRAJETÓRIA PESSOAL


Creio que fugi a todos os roteiros previsíveis da vida adulta e me acomodei em um provisório arranjo de sobrevivência. O grande problema é que ele se tornou permanente e passou a definir todo o resto da minha vida.

Aprendi a viver acampado em meu precário apartamento alugado. Consigo sobreviver de uma remuneração pífia e da falta de perspectiva profissional.  Tive o mérito de não fazer família, de não ter filhos ou buscar prestígio.

Do meu próprio jeito me considero até agora um sobrevivente dadas as insalubres rotinas existenciais que me configuram os atos e a sensibilidade.

A memória do abrigo da casa dos meus pais, da adolescência perdida, é o maior contraponto a minha contemporaneidade.   

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